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DIA DA MULHER: Personalidades portuguesas que você precisa conhecer

As mulheres portuguesas que marcaram a história de Portugal com suas trajetórias de destaque e luta pelo espaço da mulher na sociedade


Primeira manifestação do Dia da Mulher em Portugal, em 1975


O Dia Internacional da Mulher (08/03) celebra as conquistas e lutas da classe feminina em uma sociedade de desigualdade entre gêneros. A data fixa foi escolhida em homenagem à greve que as mulheres russas formaram em luta por "pão e paz", em 1917, mas que já vinha sendo comemorado desde 1911. A Organização das Nações Unidas (ONU) formalizou o dia mundial em 1975, e vem dedicando temas de discussão envolvendo as problemáticas que perpassam as mulheres desde então. Para 2023, a organização traz “Por um mundo digital inclusivo: inovação e tecnologia para a igualdade de gênero” como debate para a data.


O Boteco Português não poderia ficar de fora dessa comemoração sem relembrar das mulheres que marcaram a história em busca de igualdade entre os gêneros em solos portugueses. Na publicação de hoje do blog, confira 5 personalidades portuguesas que você precisa conhecer.


ANTÓNIA ADELAIDE FERREIRA (1811 – 1896)


Mais conhecida como Ferreirinha, Antónia Adelaide é um grande exemplo de empresária portuguesa, tendo o seu legado próspero – além de sua história – ainda na sociedade atual, com a “Casa Ferreirinha” sendo referência no mundo dos vinhos.

Antónia Adelaide cresceu em um ambiente nutrido pelo universo das vinícolas, e foi herdeira de um grande fortuna recebida de sua família, produtora de vinhos no Douro. Casada com um primo por intermédio de seu pai, ela não tinha um companheiro para gerir sua herança, já que o marido apenas desperdiçava sua fortuna, sem interesse nos negócios da família. Ferreirinha então continuou as plantações já existentes e investiu em novas vinhas, assim aumentando a produção de vinhos e a qualidade de seus produtos.


Ferreirinha foi também uma voz para a comunidade envolvida na produção de vinhos, debatendo contra a falta de apoio dos governos, que valorizavam a compra de vinhos espanhóis. Antónia ainda lutou contra a doença da vinha, filoxera, e foi uma patroa presente para as famílias que trabalhavam em suas terras.


Além disso, ela não foi fonte de inspiração apenas para os de fora, mas também para seus herdeiros, que, após sua morte, construíram a Companhia Agrícola e Comercial dos Vinhos do Porto, conhecida como “Casa Ferreirinha”, para produzir e envelhecer os vinhos da família.


Nunca esquecida, além de ser lembrada na história da marca, foi nomeada em um dos produtos da “Casa Ferreirinha”. O vinho DONA ANTÓNIA ADELAIDE FERREIRA é uma homenagem à grande empresária que elevou o nome da família Ferreira no mundo dos produtos e consumistas de vinhos com excelência de qualidade.


ADELAIDE CABETE (1867 – 1935)

Médica e com ideais feministas, Adelaide Cabete teve seus estudos voltados para a saúde feminina. Seu trabalho de conclusão de curso foi nomeado “A Proteção às Mulheres Grávidas Pobres”, demonstrando seu caráter voltado para as causas sociais, e abrindo debates para assuntos que a elite portuguesa omitia.


Em sua trajetória acadêmica, Adelaide também trouxe estudos com títulos como "O Papel que o Estudo da Puericultura, da Higiene Feminina, etc., Deve Desempenhar no Ensino Doméstico” e "Proteção às Mulheres Grávidas Pobres Como Meio de Promover o Desenvolvimento Físico das Novas Gerações", onde incitava o governo a promover estudos sobre a prevenção da natalidade e debatia sobre a importância de uma lei que permitisse às mulheres o último mês de gravidez em repouso, com o pago pela empresa e o Estado.


Dentre seus feitos, Adelaide também fez parte da Associação de Propaganda Feminista em Portugal, organizou as Ligas da Bondade, I Congresso Feminista e de Educação, da Liga Portuguesa Abolicionista, A Cruzada das Mulheres Portuguesas e chegou a ser presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.


CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO (1879 – 1911)

Carolina Beatriz foi a primeira mulher a realizar uma cirurgia médica e a exercer seu poder de cidadã com o voto eleitoral. A médica, única mulher de sua classe, tinha a ginecologia como sua principal área de atuação na medicina, o que era um tabu para a época vivida. Ela ainda auxiliou na costura de bandeiras para a Revolução de 5 de Outubro de 1910 e participou dos movimentos feministas da época, pelas suas ideias sufragistas.


Como primeira mulher a votar em Portugal, Carolina encontrou uma brecha nas leis do país que destacam como permitidos ao ato da votação aqueles maiores de 21 anos, residentes em território nacional, que sabiam ler e escrever, além de serem chefes de família. Mesmo que fosse de conhecimento popular que apenas os homens votassem, isso não estava descrito na lei.


Com ensino superior, na idade pedida e sendo chefe de sua família (por ser viúva), Carolina entrou com o pedido de direito ao voto. A Comissão de Recenseamento e o Ministério do Interior a negaram, mas a decisão judicial lhe deu o direito. Carolina realizou o feito tão esperado pelas mulheres na época e morreu no mesmo ano. Logo após sua morte, foi aprovado o Código Eleitoral de 1913, que especificava o sexo masculino como possível eleitorado para que mais mulheres não utilizassem da brecha na lei. Apenas em 1974 que as mulheres conseguiram o direito ao voto em Portugal.


SOPHIA DE MELLO BREYNER (1919 – 2004)

Um das maiores referências da literatura portuguesa, além de ter suas obras eternizadas na história, seu nome também é destacado como a primeira mulher a receber o Prêmio Camões de Literatura – que tem como objetivo reconhecer um autor da língua portuguesa que contribuiu para o patrimônio literário e cultura do idioma –, em 1999.


Grande poetisa de seu tempo, que tinha como característica a utilização de elementos mitológicos em seus escritos, após sua morte teve todos seus poemas reunidos em um único volume: “Obra poética” (Assírio & Alvim, 2015). Seu corpo está no Panteão Nacional – onde foram enterrados diversos nomes importantes da história portuguesa –, em Lisboa, desde 2014. Sophia também tem seus poemas expostos no Oceanário de Lisboa, e uma biblioteca que leva seu nome, em Loulé.


AMÁLIA RODRIGUES (1920 – 1999)

A Rainha do Fado – estilo musical português –, levou o nome de Portugal para todo o mundo com músicas simbólicas do país. Amália Rodrigues vendeu mais de 30 milhões e é considerada uma das maiores embaixadoras do ritmo. Quando questionada se sua voz exprimia a identidade nacional, a Rainha do Fado respondeu: "Nunca tive a pretensão de exprimir a alma nacional. Exprimo a minha. A alma nacional é uma carga muito pesada para mim.”. Apesar disso, a artista continua sendo referência para as gerações seguintes de cantores do ritmo famoso na voz de Amália.


Pela grande paixão nacional por seu trabalho, após sua morte, o corpo da Rainha do Fado também foi posto no Panteão Nacional, em Lisboa, sendo um dos únicos túmulos a receber flores, já que é de conhecido popular o amor que a artista tinha por elas. A Casa Museu da Fundação Amália Rodrigues, em Lisboa, foi fundada na localidade onde a cantora viveu durante 50 anos, para que os visitantes possam conhecer e recordar a grande artista que foi Amália Rodrigues.



DIA DA MULHER NO BOTECO PORTUGUÊS

Após destacar essas mulheres inspiradoras, o Boteco Português ressalta você, que, assim como elas, com certeza tem uma trajetória de lutas e sucessos para contar! Para tornar o seu dia da mulher mais especial, o restaurante presenteia as mulheres com um delicioso pastel de nata, tradicional sobremesa portuguesa. Para aqueles que estiverem consumindo no restaurante, é preciso preencher o formulário (clique aqui) e retirar o mimo no dia 08/03/2023. O Boteco Português e seus colaboradores desejam um ótimo dia da mulher recordando as conquistas já alcançadas e ansiando as que virão!


Regras da promoção:


*Retirada do prêmio apenas no dia 08/03/2023 na unidade do restaurante na Rua Borges dos Reis, 16, no Rio Vermelho.


*A ação será válida para todas as mulheres que estiverem consumindo no restaurante

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